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O
período moderno ficou marcado pelo desenvolvimento de novos
materiais e não há duvida nenhuma que sem os plásticos, a pesca
á pluma, tal como a conhecemos, seria irreconhecível como
desporto, apesar dos princípios básicos serem os mesmos.
As primeiras canas de fibra de vidro, apareceram depois de
1940, mas demorou tempo até ser adoptada. A primeira cana Hardy de fibra de
vidro, foi construída em 1954.
A primeira cana Hardy de fibra de carbono, apareceu em 1976.
O peso das cana diminuiu, chegando ao ponto em que o peso da linha
deveria ter-se em conta para a manipulação da cana. |
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As
canas de fibra de vidro pescavam quase o mesmo que uma cana
equivalente em bambu e não ofereciam aos pescadores muitas
vantagens adicionais, tirando o preço. A fibra de carbono ou
grafite, por outro lado, pesava aproximadamente metade das canas
fabricadas em fibra de vidro ou bambu. Uma vez que os problemas
técnicos do grafite foram resolvidos, as canas deste material
entraram em produção e nenhum dos materiais antigos puderam
competir.
O bambu praticamente desapareceu na década de 1980, ainda que se
produzam hoje em dia canas em bambu decorativas. |
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| A
linha de pluma
O casulo do bicho da seda japonesa deixou de estar disponível
para os americanos a partir do momento que que surgiu a guerra. Rapidamente
isto foi substituído por um novo material: Nylon. O nylon foi
patenteado por Dupont em 1938, e na Inglaterra, a companhia
ICI fabricava-o sob uma licença. Imediatamente depois da guerra,
apareceram dois tipos de linhas de nylon: monofilamento e trençadas.
As desventuras da pesca com linhas de nylon e o facto das linhas
de seda fossem mais confiáveis em diâmetros mais pequenos, fez
com que as linhas de seda fossem utilizadas durante alguns anos
mais; alguns pescadores utilizavam-na com muito gosto já nos anos
de 1960.
Em 1949 ficou comercialmente disponível o polivinilo (PVC) e a
primeira linha de pluma de nylon apareceu. O produto estava muito
longe de ser perfeito, mas serviu para mostrar qual o caminho que
se deveria seguir. O afunilamento foi produzido variando a quantidade
de
material de fibra de nylon no centro, que era oco, o que era
bastante desvantajoso.
Em 1952, a descoberta de um método para alterar a grossura do
revestimento de PVC sobre as novas linhas, permitiu produzir novas
linhas de nylon relativamente baratas. O grau de afunilamento
dessas linhas podias ser controlado com grande precisão e a
descoberta de métodos para alterar a gravidade específica do
revestimento de PVC (e consequentemente o seu grau de
flutuabilidade), originaram um produto de grande flexibilidade,
como nunca ninguém antes sonhou o mundo da pesca á pluma.
O
Carreto
No princípio do período moderno, era bastante inusual encontrar
carretos com o borde exposto. No entanto a ideia não era nova,
por exemplo, os carretes de Nottingham ja eram portadores desta característica desde
meados do século XIX. Com a aceitação do borde exposto, o
desenho dos carretos modernos ficou completo: grande diâmetro, tambor
largo com travão regulável, um eixo largo ancho, guia para a
linha e borde exposto.
Os anos oitenta e noventa pareceram entrara numa era de
renascimento do desenho, de igual modo que na era de Kelson.
Os últimos vinte anos parece que ressurgiram da nostalgia e é fascinante
ver como aparecem desenhos que imitam carretos utilizados á
séculos atrás.
Moscas para Salmão
Os modelos de asas de pelo (hair-winged) não tardaram em cruzar o
Atlântico. Em 1960, os modelos de hair-wing tiveram uma significativa influencia
nos modelos britânicos, em que muitos dos modelos tradicionais começaram
a adaptar-se de modo a poderem ser feitas com asas de pelo.
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A
origem das "tube fly" é mais incerta. Sabemos
que os nativos do século XIX norte americanos montavam
plumas para salmão usando caules de plumas, mas ideia
parece ter sido adoptada posteriormente na pesca á pluma
durante a década d 1940,
mas
como é comum,
as
histórias entram em conflito.
Alguém
disse que as "tube fly" foram criadas em 1945,
por uma montadora chamada Winnie Morawski, que trabalhava
para a empresa Charles Playfair and Co. em Aberdeen. |
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Independentemente
de qual seja a verdade, este novo passo significou que cada um dos
aspectos da pesca do salmão á pluma era aceite e deste modo surgiu
uma nova era de invenções.
Os pescadores levaram muito tempo a afeiçoa-se ás plumas
"brilhantes" totalmente vestidas, e desapareceram
praticamente todas as lojas de pesca até aos principias da década de 1980.
E como ficou mais difícil encontrar moscas totalmente
vestidas, apareceu um novo tipo de coleccionadores e um pequeno
mercado de "espécimens atados" surgiu.
Este mercado trabalha na actualidade a todo o vapor, com novas
plumas que passam de mãos em mãos pelo preço de US$100 ou mais.
Cada vez que vamos ao rio e lançamos uma linha, criamos um lugar
no decorrer da história.
E que não deixemos de recordar os outros que vieram antes de
nós. O seu empenho, as suas descobertas, os seus bons e maus
dias, os seus triunfos e fracassos fizeram da pesca á pluma
aquilo que é.
A história rodeia-nos e não podemos pegar numa cana sem fazer
parte dela. Assim, cada vez que no futuro lances uma pluma,
lembra-te que um dia, isso estará no passado de alguém.
Agradecemos
especialmente a Alejandro Martello e a australanglers.com
pelo seu esforço e a Mr.
Andrew Herd pelos Direitos de Autor. |
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| Historia
da pesca á Pluma. |
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CAPITULO
10 |
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A
pesca á pluma desde 1951 até á data. |
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