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2 - A cana:
J. Berners afirma que para se ser habilidoso na pesca com cana, á que saber como fabricar o equipamento, assim como saber também donde, como e quando usa-lo, e fabricar as moscas artificiais.
Com respeito ao fabrico das canas, dá-nos datas exactas para a selecção das madeiras, como o avelano ou fresno . Descreve todos os paços para converter uma simples cana natural e uma rama numa efectiva ferramenta de pesca.
Especifica tanto ferramentas como métodos e passos a seguir, definidos exactos períodos de tempo.
3 - La línea:
Aqui mostra a construção das linhas a partir de pelo da cauda de cavalo branco, trençando-o, esticando e posteriormente atando as distintas tranças de pelo até conseguir a linha com o comprimento desejado. Mostra como fazer a selecção do pelo assim como tingi-lo em diferentes cores, dando um detalhado exemplo de cores como o verde, amarelo, vermelho, café e creme entre outras. Aconcelha também para que tipos de águas e estação se deve utilizar as diferentes cores de linha, por exemplo:
"...Verde: para todo tipo de aguas claras entre os meses de Abril  e Setembro. Amarelo: Para todo tipo de aguas claras entre os meses de Setembro e  Novembro. Isto porque são da cor da erva e de outras plantas que crescem em lagos e rios, e que os descem quando são arrancadas e arrastadas. O vermelho serve desde o inverno até finais de Abril, assim como em rios ou lagos. O café utiliza-se em águas turvas ou escuras, em rios ou outros tipos de águas. Para o baixo de linha (leader) como é conhecido hoje em dia, aconselha: "...O sexto bocado de pelo, deve deixar-se branco para colocar o anzol, para pescar trutas e graylings..."

4 - Anzuelos:
O processo de fabricação dos anzóis é o processo mais engenhoso e difícil já que é necessário ter uma série de ferramentas e a perícia para operar cada uma delas. Mostra os passos para a construção dos anzóis para diferentes tamanhos de peixes. Os passos incluem o temperamento, o afiar e a confecção da farpa.
Mostra como uni-los ás linhas de acordo com o seu tamanho e resistência. Também fala nesta secção do que hoje chamamos de "grossura da linha":
"...Agora que sabes como fazer anzóis para pescar qualquer peixe, direi com quantos pelos deves pescar para cada tipo de peixe. Para os gobios pequenos, necessitas de uma linha de um só pelo. Para gobios más grandes, os "gudgeon", e os "ruffee" uma linha de dois pelos. para as percas, as platujas (linguados) e besugos pequenos, linhas de quatro pelos. Para os "chevin-chub", os besugos, tencas e enguias, seis pelos. Para as grandes trutas, linhas de doze pelos. para o salmão, linhas de quinze pelos. e para o lúcio, uma linha obscurecida com a cor castanha que descrevi previamente, reforçada com arame..."

 

 

 

 

"distintos exemplos linhas lastradas"

5 - Flutuadores (Bóias):
Aqui é mencionado o lastro (distintos modelos e a sua confecção) das linhas e dá um conceito ainda utilizado pelos pescadores á pluma:
"...e deves saber que o chumbo mais perto do anzol deve estar separada deste com umaa distância de um pé e que cada chumbo deve ter um peso adequado para a grossura da linha..."
Menciona e mostra o processo de fabricação dos conhecidos actualmente como indicadores de picada, ainda que nesta obra, o seu uso está orientado para a pesca com isco e não para a pesca com moscas artificiais:
"...Agora estás pronto para fazer as tuas bóias desta maneira: Pega num bom bocado de cortiça limpa e trespassa-a com um pequeno ferro quente, e insere-lhe o caule de uma pluma que esteja muito direito. Logo, dá-lhe forma, grosso no centro e delgado nas pontas, e especialmente mais delgado na parte inferior. Para lhe dar um acabamento liso, utiliza uma pedra de afiar ou uma lousa. Toda a linha que não é para afundar deve ter bóia, assim como as running ground-line devem leva-las."
Explica o que era, no seu entender, as seis técnicas de pesca com cana e excelentes conselhos que todos devemos ter em conta na hora em que nos aproximamos do rio:
"... entende que há seis maneiras de pesca com cana. a primeira é para pescar "ao fundo" para pescar trutas e outros peixes. Outra é "ao fundo" em charcas, para pescar brecas, gobios e outros peixes parecidos. A terceira, é com uma bóia para qualquer tipo de pesca. A quarta, com um peixe pequeno para apanhar trutas, sem usar chumbo ou bóia. A quinta é procedendo da mesma maneira que para a breca e o gobio, usando uma linha de dois ou três pelos e uma mosca. A sexta é uma mosca artificial para pescar truta e graylings...".
"...Como primeiro e principal ponto que devemos ter em conta na pesca, é que devemos
permanecer sempre longe da água e da vista dos peixes: ou seja permanecer em terra ou atras de um arbusto, de tal forma que o peixe não possa verte, já que se o faz, não picará. Também deves ter cuidado com a tua sombra não caia sobre a água muito longe, já que isto é algo que espantará rapidamente os peixes. E se um peixe está assustado, não comerá durante um longo período de tempo...".
"... E quanto maior seja o peixe, maior será a profundidade que se encontra e os peixes pequenos, nadam mais na superfície. O terceiro bom concelho é quando o peixe pica, não o deve tirar demasiado rápido, nem demasiado lento...".

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INTRO A história da pesca á pluma.
CAPITULO 1 Ælian - Origens da pesca á pluma.
CAPITULO 2 A época medieval.
CAPITULO 3 Técnicas de pesca á pluma no século XV.
CAPITULO 4 Isaac Walton e seus contemporâneos.
CAPITULO 5 A pesca á pluma no século XVIII.
CAPITULO 6 A pesca á pluma entre 1800 e 1850.
CAPITULO 7 A época vitoriana.
CAPITULO 8 A pluma seca.
CAPITULO 9 A revolução silenciosa.
CAPITULO 10 A pesca á pluma desde 1951 até á data.
 
   
 
Historia da pesca á Pluma.

CAPITULO 2

A época medieval.

Folha 3 de 5

 
 

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