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6
- Donde pescar:
Esta capítulo é muito interessante e dá-nos a entender em que
lugares é provável encontrar os peixes e os melhores horários
de pesca de acoredo com a época do ano em que nos encontramos. A
pesar dos 5 séculos que decorreram após a publicação deste
Tratado, todos os concelhos são actualmente válidos e creio que
uns poucos nos podem causar dúvidas. |
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Alguns
exemplos transcritos:
"... num rio, deves pescar em todo o lugar que seja
profundo e claro até ao fundo: por exemplo em lugares com areia
sem lodo ou ervas. e especialmente se há esconderijos. Por
exemplo, em bancos com cavidades ou entre grandes raízes de
árvores, ou se algas flutuam sobre a água que oferecam
oportunidade aos peixes de se esconderem..." |
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"...Desde os princípios de Maio até Setembro, a hora da
picada "picada" é muito cedo pela manhã, desde as quatro
até ás oito da manhã, e pela tarde, das quatro até ás oito da
noite, mas não é tão bom como pela manhã. E se faz frio, sopra
o vento, se é um dia triste e obscuro melhor. Já que é muito
melhor pescar num dia obscuro que num dia claro. Para o princípio
de Setembro até finais de Abril, não dixes passar qualquer hora
do dia. Também, em muitos poços, os peixes picarão melhor ao
meio dia. E se vês uma truta ou um grayling a saltar, lança-lhe
uma mosca artificial apropriada para esse mês. E onde a água é
baixa e flui, o peixe picará em alguma parte da corrente e em
algum lugar onde se junta muita água. Depois disso, os peixes
estarão detrás de arcos de pontes e em outros sítios similares.
Nesta parte, Em que tipo de ambiente deves pescar: como te disse
antes, em dias obscuros, tristes, quando o vento sopre suavemente.
E no verão, não será bom quando fizer muito calor..."
"...se o vento sopra de este, e é pior, em geral, se é
inverno ou verão, os peixes não vão morder. Se sopre o vento do
Norte ou Oeste, então será bom, mas se é de Sul, será melhor..."
7 - Iscos:
É provável que este capitulo não tenha interesse para o
pescador á pluma moderno, mas acho que o primeiro parágrafo não
passará despercebido.
"...Já que o salmão é o mais majestoso peixe que podemos
pescar em água doce, penso começar por ele. O salmão é um
peixe nobre, mas difícil de pescar. Normalmente, encontra-se
somente em zonas profundas de grandes rios. E a maioria destes mantém-se
no centro da água: de tal forma que nenhum homem os alcança..."
"...Os salmões não picarão no fundo, apenas na superfície.
Também podes pesca-lo com o mesmo estilo e maneira que pescas
trutas e graylings, com anzóis revestidos, ainda que tenha sido
rara a vez que fosse visto enquanto salta..."
Isto demonstra que o "rei dos salmonídeos",
o Salmo Salar, era tão apreciado pelo pescador desportivo antigo,
como pelo pescador moderno.
Depois disto, o capitulo conta com concelhos sobre iscas, época
de utilização para cada uma delas, e técnicas de pesca para as
distintas espécies.
A truta recebe um tratamento extenso e enumera-se mês a mês os
iscos mais eficientes, incluindo Stone Flies e peixes. O grayling
é tratado de forma similar á truta.
Também de detalha de forma extensa e precisa os iscos para a
pesca da carpa, barbo, chubs, besugos, tencas, percas, gobios,
gudgeons, enguias e lúcios. Paro no lúcio por um instante porque
ao ler o Treatyse sobre ele, encontrei umas frases engraçadas, as
quais passo a mostrar:
"...O lúcio é um bom peixe, mas como devora tanto outros
peixes como os da sua própria espécie, é o peixe que gosto
menos..."
"...Se queres ter um bom desporto: amarra um fio á pata de
um ganso e verás uma boa luta para dizer qual dos dois , o ganso
ou o lúcio, é o melhor..." |
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| Historia
da pesca á Pluma. |
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CAPITULO
2 |
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A
época medieval. |
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Folha
4 de 5 |
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