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Em
alguns textos alemães, demonstra-se que a pesca á pluma foi
praticada desde os princípios do século XIII.
Mencionam que se praticava a pesca de trutas e graylings usando um
"gancho emplumado" (vederangel).
A primeira referência encontra-se num romance de 1210 por
Wolfram Von Eschenbach cujo herói, Schionatulander, andava
descalço num rio para pescar trutas e graylings com uma pluma. Outros textos,
de 1360, identificam a pesca á pluma como sendo "o método
elegido pelas pessoas das povoações", ao largo de uma extensa área
desde a Suíça, até á Síria.
Existem, pelo menos, una dezena de antigos manuscritos que
documentam a pesca á pluma na Grã Bretanha nos séculos XIV e XV,
mas nenhuns destes textos descrevem explicitamente as técnicas
utilizadas, apenas se limitam a referenciar que este tipo de
pesca era praticada numa escala relativamente ampla e com uma
certa sofisticação.
O documento mais antigo e completo acerca deste tipo de pesca um manuscrito bávaro,
que data do principio do século XV. Este manuscrito descreve pelo
menos conquenta modelos de plumas sem nome. Os modelos descritos
são para pescar carpas, lúcios, bagres e salmão, assim com
trutas e graylings.
Por outro lado, existem pelo menos três tratados do século XV que
mencionam a pesca á pluma.
O primeiro é British Library Harley 2389 que descreve
como pescar a "trowte" (truta):
"… in June, iuly an agust in the vpper part of the water
with an artificiall flye, made vppon your hooke with sylke of
dyverse coloures lyke vnto the flys which be on the waters in
these monethes, and fethers be good & pecokes and popiniayes..."
Cuja tradução seria: ... em Junho, Julho e Agosto, na parte
superior da água, com uma mosca artificial feita com um anzol,
seda de diversas cores, similares as cores dos insectos presentes
nesses momentos, plumas e outros materiais.
O segundo, "Medicina Piscium" (conservado na
biblioteca de Bodleian) descreve moscas para pescar trutas e
salmões:
"...And iff ye fische for hym in the lapyng tyme ye must
dubbe your hoke with the federys of a pertriche or with the
federysse of a whyld doke and ye must loke what colowre that the
fley is that the trowgth lepythe aftir and ye same colowre must
the federisse be and the same colowre must the sylke be of for to
bynde the federysse to your hoke..."
Traduzindo: "E se se quer pesca na época de saltos deve
vestir-se o anzol com plumas de perdiz ou pato silvestre pondo
atenção que as plumas sejam de color similar aos insectos que se
quer imitar. A cor da seda com que se atam as plumas ao anzol deve
ser também similar." |
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O terceiro, "A
Treatyse of Fysshynge with an Angle".
Este
livro, foi publicado com fazendo parte da segunda edição de
"The Book of St. Albans" em 1496.
Existem
duas versões manuscritas, datadas antes de 1450,
desafortunadamente, a cópia mais completa perdeu parte do seu
texto impresso, em particular a lista das plumas.
Sabe-se que o editor deste tratado foi o Wynkyn deWorde, um aprendiz da casa Caxton e o seus
sucessores. |
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A
identidade do autor, assim como as evidencias que tentam a prova
são bastante incertas, assinala que a gravura é Dame
Juliana Berners.
O Tratado é o mais antigo e completo trabalho sobre a pesca á
pluma. O texto inclui instruções sobre a construção da cana,
da linha, anzóis; os passos para a construção de doze plumas e
concelhos detalhados de como capturar as espécies britânicas
mais comuns.
O Tratado é o primeiro livro impresso sobre a pesca á pluma e a
sua influencia foi imensa. Este trabalho tornou-se bastante
popular e foi reimpresso em repetidas ocasiones durante esse
século.
Durante os dois séculos seguintes á sua publicação, não houve
outro trabalho similar sobre a pesca á pluma, já que o Treatyse
por si mesmo constitui um extraordinário arquivo,
independentemente da sua origem e de quer na realidade o escreveu. |
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| Historia
da pesca á Pluma. |
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CAPITULO
2 |
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A
época medieval. |
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Folha
1 de 5 |
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