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O
século XVIII foi uma etapa de consolidação e troca de
informação no mundo da pesca.
As primeiras canas do século XVII, não tinham anéis guias,
ainda que em certas ocasiões tinham um anel na ponta. As canas
com anéis guias, apareceram nos finais do século XVII, o que proporcionou
um melhor controlo da linha enquanto se lutava com o peixe, ainda
que não tivesse muita influencia no que dizia respeito á
distância de lançamento já que as linhas da época apenas
permitiam um " disparo mínimo".
Até meados do século XVIII, havia um crescente desenvolvimento
na escolha dos materiais para cada secção. As canas com uniões
tornaram-se mais comuns, ainda que estas uniões feitas de madeira
e por vezes reforçadas com bronze, eram pouco de fiar.
As canas de pluma para a truta, mais compridas que as modernas:
entre catorze e dezasseis pés, ainda que a maioria eram mais
curtas. As canas típicas podiam medir doze pés para pescar com
linhas que terminavam em dois pelos ou mais; nove pés para linhas
acabadas com um só pelo "para plumas pequenas", e
dezassete pés para a pesca do salmão.
As "Canas de bambu" começaram a utilizar-se na
construção das pontas, sobre tudo nas canas para a pesca do
salmão.
Acredita-se que um pescador experiente, usando uma cana de
dezasseis pés, podia lançar umas doze jardas de linha com uma
só mão ou dezassete jardas com duas.
Já em 1600, existiam pessoas que se dedicavam ao fabrico de
material de pesca. No século XVIII, o comercio de equipamentos de
pesca já era um negocio e vendia todos os produtos que um
pescador poderia necessitar.
Uma grande quantidade de vendedores apareceram durante e depois da
época de Waltton, incluindo a grande firma Ustonson,
empresa que começou a comercializar em 1760 e era que fornecia o
material ao Rei George IV. Não tardou muito a
reconhecer-se o potencial comercial dos carretos. Em 1726, em
jornais locais, Kirby anunciava "a melhor selecção de
manivelas".
Foi durante o segundo quarto do século XVIII que a pesca se
converteu numa actividade popular, com armazéns, lojas e bodegas.
Na segunda metade do século, apareceu um incrível invento, o
carreto multiplicador que veio substituir os pobres e simples
carretos da época. Estes eram largos, com diâmetros pequenos e
eixos muito delgados que fazia com que a recuperação fosse difícil
ao tirar-se umas quantas jardas..
Desde os dias de Treatyse, os pescadores deveriam
confeccionar as suas próprias linhas, geralmente de pelo de
cavalo, mas tudo isto mudou com a revolução industrial: uma
ampla gama de linhas afuniladas ficaram disponíveis.
Estas novas linhas podiam ser lançadas com maior precisão que as
linhas de pelo fabricadas á mão. A metade do século XVIII
marcou o principio do fim do uso das linhas planas (level lines),
as quais incorporavam tanto a linha de pluma como a linha de
corrida (running line).
Até 1850, As linhas duplamente afuniladas (double taper)
converteram-se num artigo standard para os pescadores que podiam
trocar o lado da linha quando a ponta se mostra-se desgastada. Nos
princípios do século XIX, as linhas de seda, encontravam-se á
venda.
As linhas de seda, apesar de facilitarem o lançamento devido ao
seu peso, absorviam água com demasiada rapidez, tinham um rápido
desgaste tornando-se um pouco difícil o seu lançamento. Isto
ficou solucionado, em parte, pois em 1890 apareceram as linhas de
seda trençadas.
Nos finais deste século, muitos pescadores compravam as suas
plumas, em vez de monta-las por eles próprios. As plumas para a
truta e salmão sofreram muito poucas alterações no século
XVIII.
Em 1790, qualquer pescador podia abrir a sua caixa de plumas e
mostrar uma selecção de modelos originais de Cotton sem
que quase ninguém o soube-se; quarenta anos depois, teriam rido
dele.
Esta foi a calma depois da tempestade. |
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| Historia
da pesca á Pluma. |
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CAPITULO
5 |
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A
pesca á pluma no século XVIII. |
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