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Breve
Introdução
Em relação ás
outras técnicas, a pesca á pluma – ou flyfishing – requer uma
maior dedicação e esforço para que a possamos dominar, ainda que
ao nível que gostaríamos. Esta exige de nós não só uma pratica
constante mas também um estudo teórico que pode ir além do que
imaginamos. Mas da mesma forma que exige de nós, também nos
proporciona momentos de grande satisfação, orgulho e conhecimento
que mais nenhuma técnica pode oferecer.
A principal diferença entre esta técnica e as restantes é a
necessidade de dominar as técnicas de lançamento, já que o
objectivo principal é colocar uma pluma com um peso diminuto a uma
determinada distancia sem utilizar qualquer peso adicional. Desta
forma o peso necessário encontra-se distribuído ao longo da linha
desenhada para este efeito.
E para conseguirmos movimentar este peso distribuído, necessitamos
de uma cana capás de transmitir de uma forma adequada a energia
aplicada para o lançamento e, o mais importante, que exista um
pouco de habilidade para atingirmos o nosso objectivo: apresentar a
pluma correctamente, em distância, posição e claro o mais valioso
que se pode conseguir, a captura!
Mas
não se esqueça... capture para soltar (Catch &
Release).
Para iniciar-mos esta
modalidade necessitamos de uma série de artefactos especializados,
de seguida descrevemos os mais importantes.
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| AS
CANAS:
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As funções da
cana são:
Transferir á linha, baixo de linha e pluma, a energia necessária
par alcançar o nosso objectivo.
Deve controlar a linha, baixo de linha e pluma tanto na água
como no ar.
Deve permitir manipular o peixe assim que o tenhamos cravado.
No mercado, contamos com uma
variedade considerável de canas de pluma. Existem desde conjuntos
especialmente criado para crianças ou principiantes até autenticas
obras de arte, como são algumas canas fabricadas manualmente em
bambu.
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A Construção
das canas.
Actualmente, a maioria das canas existentes no mercado são fabricadas em fibra de carbono, também conhecida como
“grafite”, ainda que existam alguns modelos de fibra de vidro,
ou então uma mistura de fibra de vidro e grafite, e claro os modelos
clássicos em bambu.
De um ponto de vista pratico, o ideal é adquirir um modelo de
grafite de alto modulo (Graphite II, Graphite IV ou IM6:
Intermediate Module Nª6). A visível diferença de preços entre as
distintas marcas, está na qualidade e no tipo de resinas que são
utilizadas na sua construção.
A qualidade destas canas pode ser de tal modo elevada, que possuem
garantia vitalícia, ou seja, mesmo que se parta acidentalmente, por
qualquer motivo, será
substituída de imediato sem qualquer pergunta sobre o sucedido; o
que em muitos casos, poderá ser uma vantagem.
Tipos,
tamanho e acção:
Existem canas muito delicadas, usadas para a pesca de pequenos peixes, até
ás poderosas e robustas canas de pluma utilizadas na pesca de alto mar para
capturar grandes peixes, como por exemplo o atum e o espadarte. Hoje
em dia, com a ajuda da alta tecnologia, as canas de
pluma são concebidas de modo a se adaptarem a praticamente todos os tipos de
pesca.
Todas as canas
possuem um pequeno impresso em que é referido o TIPO de cana, e estão representados os seguintes
dados:
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A marca, o modelo e material do blank. |
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Comprimento (em pés). |
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Peso (em onças).
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Número da linha. |
O peso.
Este dado indica o peso relativo da cana e não ao seu peso bruto,
ou seja, indica o peso que o pescador “sente” ao suste-la. Este
valor é obtido colocando a cana sobre um suporte triangular, cuja
aresta se situa a 18 polegadas do final da cana (but). E o peso
necessário para balançar a cana nestas condições é o “peso”
que vem indicado.
O comprimento.
O comprimento de uma cana de pluma, tem vindo a
diminuir ao longo do tempo até ás dimensões actuais. Os comprimentos
podem variar entre 6 pés (1,8m) utilizada em pequenos riachos, até
ás canas de salmão de 15 pés (4,5m), passando pelos comprimentos
mais utilizados de 8 e 9 pés (2,4 a 2,7m).
O número de linha.
Cada cana é construída de modo a utilizar um número
especifico de linha. Este número refere-se ao PESO dos 9 primeiros
metros de linha. As linhas são fabricadas desde o nº1 até o nº15,
sendo mais pesadas quanto o aumento do número, mas isto será
tratado na secção das linhas.
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A acção
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A acção de uma cana é o seu grau de elasticidade ou rigidez,
ou seja, o modo como dobra num determinado ponto perante um determinado
peso. |
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- Canas de acção lenta ou
parabólica:
A cana apresenta uma curvatura progressiva desde o punho.
-
Canas de acção média ou semi-parabólica:
A cana apresenta uma curvatura mais ou menos pelo
meio.
-
Canas de acção rápida ou de ponta:
A cana apresenta uma curvatura aos ¾.
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O facto de cada
fabricante ter os seus próprios valores de elasticidade torna as
definições de “acção lenta”, “acção media” ou “acção
rápida” um pouco relativas e podem variar de marca para marca.
Por exemplo, a
Orvis em 1998, introduziu um método próprio para a classificação
das suas canas, denominado “Flex Index” que consiste numa escala
que vai de 2,5 para as canas mais suaves ou lentas até ao 12,5 para
as canas mais rígidas ou rápidas.
Com esta escala, as
canas classificadas entre 2,5 e 5,5 são consideradas lentas ou
“Full flex” que o nome atribuído por esta companhia. As canas
entre 6,0 e 9,0 são de acção média ou “Mid flex” e as canas
entre 9,5 e 12,5 são de acção rápida ou “Tip flex”.
Este método foi
desenvolvido para que o pescador possa com mais precisão escolher o
tipo de cana que melhor se adapta para o seu tipo de pesca.
A POTÊNCIA de uma
cana, pode ser definida como a sua capacidade, independentemente da sua
acção, para suportar ou resistir a um determinado esforço, como
por exemplo dominar o peixe.
Podemos facilmente
supor que
uma cana rápida por ser “dura” é mais “potente”. Em certa
forma é verdade, mas não o é de todo, porque “dureza” não é
o mesmo que “resistência”: o vidro é duro mas é frágil. Ou
seja, uma cana rápida pode não suportar um peixe muito grande e
uma cana lenta pode não partir com o esforço de um grande peixe, mas não terá a potência
suficiente para o dominar.
Porque
existem diferentes acções?
Tudo o que existe
tem um porquê, e este caso não é excepção. As canas de acção
lenta, são canas ideais para uma pesca ligeira, porque
a sua elevada elasticidade evita que os terminais delicados possam
partir com facilidade. As canas de acção média, são utilizadas na pesca
media, que é válida para a maioria das
situações de pesca que poderíamos encontrar. Finalmente, as canas de acção rápida são
muito adequadas quando se requer sensibilidade; estas permitem lançar
mais longe mesmo na presença de vento desfavorável, tornando-se
por isso a preferida de
muitos dos pescadores á pluma. |
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| Escolher
uma cana. |
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| Dizer
que existe uma única cana que se adapta para todas as situações
de pesca que poderíamos encontrar, seria uma grande mentira. Para a
pesca na água doce existe algo que se aproxima ao ideal: uma cana nº6
ou 7 de grafite de alto modulo, de acção média e 9 pés
de comprimento. Já para a pesca no mar “ligeira” poderíamos
optar por uma cana nº8 ou 10 de grafite de alto modulo, acção rápida
e potente, também com 9 pés de comprimento. |
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Cana
/ linha
nº |
Tamanho
do anzol |
| 3 |
28 -
12 |
| 4 |
26 -
12 |
| 5 |
24 -
12 |
| 6 |
20 -
6 |
| 7 |
16 -
4 |
| 8 |
12 -
1/0 |
| 9 |
10 -
2/0 |
| 10 |
8 -
3/0 |
| 11 |
6 -
4/0 |
| 12 |
4 -
6/0 |
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Os vários
elementos de
uma cana.
A cana de pesca á
pluma é formada por várias partes, cujo desenho e respectiva qualidade
vão determinar a sua qualidade, o seu desempenho, e claro, o seu
preço.
O Blank
A parte principal de uma cana é o chamado “blank” que é a vara de
grafite ou outro material sem nenhum acessório adicionado. Os
blanks de bambu, são construídos a partir de 6 tiras do mesmo que
são coladas de modo a formarem um perfil hexagonal. De um modo
geral, os blanks de
fibra de vidro são maciços, embora agora sejam fabricados ocos,
tal como as de grafite. Os blanks de grafite, são construídos
enrolando fitas de fibra de carbono - comercialmente
conhecidas como “prepreg” – sobre um
molde de aço afunilado chamado “mandrel”; então cobre-se com
uma camada especial de grafito ou fibra de vidro (“scrim”), e
depois é introduzido num forno. Uma vez que o blank esteja “cozido”,
separa-se o scrim do mandrel. De seguida pode-se polir a superfície
e cobrir a mesma com uma rezina epóxica.
O modulo do grafite refere-se á “rigidez” da fibra de carbono,
e quanto maior for o modulo melhor será a qualidade da cana.
Quando o blank é construído
o fabricante deve ter em conta três aspectos:
1. O material
Existe no
mercado uma grande variedade de
grafite. O material mais utilizado é o grafite IM6, que ao longo de
tempo se tem utilizado como matéria prima numero um, e que graças
ao avanço tecnológico das resinas tem sido melhorada em muito a sua
utilização.
2. A grossura da parede do blank.
Este parâmetro influi na sensibilidade, resistência e na
durabilidade da cana. A grossura da parede, é determinado pelo numero
de voltas de prepeg que se colocam sobre o molde. Este feito, também
influi directamente no terceiro parâmetro e resulta, para o
fabricante, um dilema.
3. O diâmetro.
Por sua vez, o perfil do
mandrel define o diâmetro do blank, que por sua vez,
determina a resistência da cana perante a deformação.
O punho ou
grip.

Durante
décadas, a cortiça tem sido o material mais utilizado no fabrico
dos punhos. Devido ás suas propriedades únicas, a cortiça
utiliza-se numa vasta variedade de produtos, incluindo produtos de
alta tecnologia.
Um bom punho deve
reunir as seguintes características:
- Funcionalidade:
Esta
é a capacidade que o punho tem de proporcionar ao pescador um
suporte adequado para manipular a cana. E um punho funcional
permitira uma maior transferencia de energia da mão para a cana e
para a alinha.
- Qualidade:
Como
seria de prever, é a qualidade do material que depende a sua
durabilidade, sensação, peso, etc. A cortiça é comercializada em
distintos “grados” que indicam a sua qualidade. Por exemplo, o
grado “AA” assim como o “flora” correspondem a uma cortiça
de excelente qualidade.
- Ergonomia:
Esta
qualidade vai permitir ao pescador manipular a cana com eficiência
e comodidade, minimizando o esforço; uma cana deve estar equipada
com um punho de tamanho e forma coincidentes com o seu número e potência. Um punho bem desenhado
e correctamente concebido, resultará num melhor rendimento e
menor cansaço.
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| Os
anéis; |
| O
anel guia maior: |
| O primeiro anel, que é o que se encontra mais perto do punho, é um
anel semelhante aos usados em outros tipos de canas de pesca.
Este anel tem como função fazer com que durante o lançamento
a linha se liberte de possíveis enredos. Numa cana, podem
existir um ou dois destes anéis, dependendo da sua utilização. |
| Anéis
serpenteados ou snake guides: |
|
É da forma serpenteada destes anéis que provem o seu nome.
Estes tem como função fazer com que a linha se mantenha o mais
junto possível do blank, fazendo com que uma maior quantidade
de energia seja transferida par a linha. Como regra geral, uma
cana tem pelo menos tantos anéis quanto o seu comprimento, ou
seja, uma cana de 9 pés tem pelo menos 9 anéis, separados
entre si com uma distância aproximada de 30 cm. |
| Anel
guia da ponta ou tip top |
|
Este é o anel que se situa na extremidade da cana. Este anel tem
a forma de V, fazendo com que a linha
fique um pouco presa quando do movimento da cana e linha para a frente,
evitando dissipação de energia. |
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| O
porta carretos: |
| Devido ao facto de que
todos os carretos possuem uma "pata" de fixação standard,
o único que varia é o mecanismo de suporte dos mesmos, ou seja, em
que lado está a rosca de fixação: na parte superior do porta
carreto, junto ao punho, ou na parte inferior do mesmo, junto ao
final da cana; se o mecanismo de fixação é de uma só porca ou se
é de abraçadeiras deslizantes. este sistema de abraçadeiras
deslizantes, é empregado exclusivamente as canas ligeiras, enquanto
que os outros podem ser utilizados em quaisquer tipos de canas de
pluma.
Muitos pescadores
preferem o sistema “downlock”, onde a rosca se situa na parte inferior do porta
carreto, pois argumentam que o mecanismo melhora a estabilidade do
conjunto. |
 |
A imagem da direita, mostra o porta carreto do tipo
"Uplock", em que a rosca está na parte superior,
junto ao punho da cana. E á esquerda, o um porta carretos
com abraçadeiras deslizantes. Os porta carretos podem ser
feitos de vários materiais, tanto sintéticos como
naturais, passando pelo alumínio, aço, grafite, titânio,
madeira, etc.;
Também é importante salientar que a
parte onde assenta o carreto não é muito importante no
comportamento da cana, é apenas uma questão de gosto. Apenas
poderá trazer problemas caso exista algum defeito de
fabrico, o que poderá fazer com que o carreto não fique bem
afixado. |
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| O
punho de combate: |
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O punho de combate é como o próprio nome indica um acessório da
cana que tem como função dar ao pescador, um ponto de apoio
durante o combate com peixes fortes. Este acessório pode ser
colocado em dois pontos distintos da cana; na extremidade inferior,
e quando encostado ao antebraço proporciona uma boa estabilidade.
Pode também estar situado logo acima do punho, de modo a que uma mão
trabalhe no carreto e a outra segure a cana com uma maior
estabilidade. |
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| Outras
comodidades: |
Uma mas maiores comodidades que poderemos desfrutar numa canas
de pluma, é a capacidade de se dividir em vários segmentos para
facilitar o seu transporte. Estas podem ter 2, 3 ou mesmo 7
segmentos, e o reforço dos encaixes é feito com fio e resina epóxica.
E actualmente, depois de esforços que duraram séculos, conseguimos
encaixes de tal modo perfeitos que estas canas de 7segmentos competem
favoravelmente com as canas de apenas 2. |
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| A
limpeza de uma cana: |
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Logo após
uma saída de pesca, é necessário efectuar a limpeza da cana,
usando água com um pouco de sabão e uma esponja bastante suave.
Depois, passar a cana por água limpa e secar com um pano macio, de
preferencia algodão. Os anéis devem ser muito bem limpos com a
ajuda de um cotonete, de modo a eliminar os resíduos de terra e matéria
vegetal.
O punho pode ser limpo com água e sabão, e com uma esponja um
pouco mais densa, mas não se deve esfregar com demasiada força,
pois a cortiça começa a deteriorar-se com a fricção.
Também se deve limpar e lubrificar o porta carretos para que este
se mantenha em perfeitas condições. |
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| Cuidado
e manutenção de uma cana: |
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Como
qualquer outra ferramenta, a cana deve tratada de modo a conservar
as suas condições d funcionamento. Nas
canas de plumas os acabamentos são feitos com vernizes e resinas epóxicas.
Estes acabamentos em certa forma são frágeis por isso requerem de
nos um certo cuidado.
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| OS
CARRETOS |
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Na
pesca á pluma ligeira, o carreto desempenha um papel secundário,
servindo apenas para armazenar a linha - e nos primórdios da
pesca á pluma a carreto não era utilizado - mas é importante
ver que cabe ao carreto outras funções adicionais: tem um
papel importante no equilíbrio do conjunto e permite travar o
peixe quando este é de grandes dimensões. Conforme
aumenta o tamanho e a força dos peixes, o carreto adquire uma
importância tal que, graças ao nível tecnológico alcançado
e com a ajuda das canas de hoje, temos a possibilidade de
enfrentarmos peixes que antes apenas poderíamos fazer em
sonhos. |
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Os carretos
podem ser fabricados a partir de vários materiais, tal como
os plásticos de alto impacto,
passando por grafite, cobre, alumínio, aço, até materiais
de tecnologia aeronáutica e espacial. Os preços,
claro que variam consoante o material, desenho e marca. Da
mesma maneira que é importante conjugar a cana com a linha, o
carreto deve ser adequado de modo a obter um conjunto
equilibrado. Por norma, cada carreto possui uma marca de identificação
onde está identificado algumas das suas características de
utilização.
Por exemplo:
Nº3 WF/125/20
A indicação mostra que este carreto é adequado para uma
cana de linha nº3 e que deve usar-se 125 yards de BACKING de
20 libras.
Mas atenção, isto é apenas um exemplo. Actualmente muitos
carretos são confeccionados de modo a poderem ser usados em
mais do que uma cana de um determinado número, podendo serem
usados em duas ou três
canas de numerações consecutiva. Ou seja, um carreto de um
determinado modelo pode ser utilizado com 3 linhas diferentes,
variando unicamente a quantidade de backing a utilizar.
E de qualquer
forma, se pretende comprar um carreto, é muito importante
conhecer as suas características, e se será ou não o mais indicado para o tipo
de pesca que vai praticar.
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Cuidado
e manutenção do carreto:
No geral os
carretos requerem poucos cuidados, mas deve sempre efectuar-se
uma limpeza e lubrificação, sobretudo aos mecanismos do travão.
A limpeza da
parte externa de um carreto, não importando o material de que é
feito, deverá fazer-se com um pano suave e água limpa, de
modo a evitar a
acumulação de sujidade no eixo e nas engrenagens. Durante a
limpeza não
se deve utilizar solventes ou abrasivos pois estes podem danificar
irremediavelmente o
acabamento exterior.
Outros
cuidados úteis:
De
seguida indico alguns conselhos úteis que poderão ser
úteis:
- Se o seu carreto tem um travão regulável, antes de o
guardar, colocar a pressão do carreto no mínimo, isto
alargará a vida do seu carreto.
-
Se durante a pesca o carreto estiver em contacto com água
salgada, desarme-o completamente e lave-o com água doce, de
seguida seque-o e lubrifique-o. Recorde-se sempre que as partículas de sal
formam uma camada abrasiva sobre o carreto e se não for
devidamente limpo podem causar corrosão.
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AS
LINHAS:
Na pesca á pluma é utilizada uma
linha especial que com o seu peso distribuído permite lançar
a pluma, elemento quase sem peso, a uma distancia bastante considerável.
As primeiras linhas eram fabricadas com pelos de cauda de
cavalo para posteriormente darem lugar ás linhas de seda
natural, e estas dominaram até ao século passado. Depois, com o
aparecimento do nylon tudo mudou, este foi melhorado de forma
a substituir a seda natural e mais tarde vindo este a ser
substituído por outros materiais como o PVC e seguramente,
num futuro próximo, estes virão a ser
substituídos por novos materiais.
A
qualidade da linha é um factor fundamental na altura do
lançamento. Podemos dizer que uma cana média funcionará melhor se utilizada com uma linha
de grande qualidade, enquanto uma cana de grande qualidade
fica aquém das expectativas se utilizada com uma linha de
fraca qualidade. Como foi dito anteriormente, as linhas para a
pesca á pluma classifica-se segundo o seu peso, sendo as nº1
as mais leves e as nº15 as mais pesadas. Actualmente o peso
das linhas é expresso em GRANOS ou em gramas. As linhas de
pesca á pluma podem medir entre 17 e 30 metros de comprimento segundo a sua aplicação. |
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O backing:
O comprimento da linha por si
só, é em certas ocasiões
insuficiente, sobretudo na pesca de espécies grandes, razão
pela qual é necessário colocar um “fio” extra de apoio,
denominado “BACKING” que para além de proporcionar esta quantidade de linha extra de apoio,
também serve para aumentar o diâmetro
do interior da bonina do carreto e contribui com o seu peso para o equilíbrio do
conjunto. Devido a te uma
aceitável resistência para um pequeno diâmetro, o
fio de dacrón é também utilizado como backing.
Como já é
habitual, novos materiais aparecem, oferecendo uma maior
resistência com um diâmetro menor, fazendo com que seja possível
colocar uma maior quantidade de backing.
A quantidade de backing a utilizar num
carreto e a sua resistência está quase sempre especificado
pelo fabricante em função do tipo de linha que se pretende
usar; em geral usa-se pelo menos 50 yards (45m.) para os
carretos mais pequenos e até 700 yards (630m.) para os
grandes carretos utilizados na pesca do espadarte ou espécies
similares.
Na tabela seguinte estão representados os pesos das linhas em
GRANOS e em GRAMAS dos primeiros nove metros de linha. |
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Tabela de pesos das
linhas em granos e gramas. |
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Linha
nº |
Peso
Granos |
Peso
Gramas |
| #1 |
60 |
3.89 |
| #2 |
80 |
5.18 |
| #3 |
100 |
6.48 |
| #4 |
120 |
7.78 |
| #5 |
140 |
9.07 |
| #6 |
160 |
10.37 |
| #7 |
185 |
11.99 |
| #8 |
210 |
13.61 |
| #9 |
240 |
15.55 |
| #10 |
280 |
18.14 |
| #11 |
330 |
21.38 |
| #12 |
380 |
24.62 |
| #13 |
420 |
27.22 |
| #14 |
470 |
31.10 |
|
|
| A
única razão pela qual se considera somente os primeiros nove
metros (30 pés)
como “o peso” da linha, é porque mesmo antes
da adopção deste sistema de classificação, esta
distância era considerada
adequada para “carregar” a cana e começar o lançamento. |
|
| As
partes que constituem uma linha: |
|
PONTA
(Tip): Esta é a parte frontal da linha e mede exactamente
6 polegadas e permite unir e substituir o baixo de linha de
modo a não alterar as suas características afuniladas. Se
esta parte afunilada da linha for alterada serão modificadas
as características de lançamento da mesma.
AFUNILAMENTO
FRONTAL (Front taper): O diâmetro da ponta TIP e o
comprimento do afunilamento, determina a forma como se vai
apresentar a pluma na água. Os afunilamentos de maior
comprimento tendem a dissipar mais energia fazendo com que a
pluma seja apresentada de uma maneira delicada, enquanto os
afunilamentos mais curtos provocam uma apresentação da pluma
mais brusca.
ABDÓMEN: É a
parte da linha onde o diâmetro alcança a sua dimensão máxima.
Esta é a parte da linha que transmite a maior parte de
energia no lançamento.
AFUNILAMENTO TRASEIRO (Rear taper):
Este afunilamento vai determinar a suavidade do lançamento. Os
afunilamentos traseiros curtos, permitem lançamentos mais rápidos,
mas perde-se suavidade e precisão. O contrário, permite lançamentos
mais suaves e um maior controlo da linha.
CABEÇA (Head): É o nome dado ao conjunto formado pelo
afunilamento e abdómen. O seu comprimento define a capacidade
de controlo e distância efectiva de lançamento. Uma cabeça
curta, lança-se rapidamente mas a curtas distâncias, e uma
cabeça mais comprida, oferece uma maior capacidade de
controlo, mas requer uma maior quantidade de falsos lançamentos
(false cast) para a retirar da cana. |
|
|
A linha é composta fundamentalmente por
duas partes, o revestimento e o centro, alma ou coração,
como lhe queira-mos chamar. Modificando as características destes
elementos, é possível criar linhas com características
específicas para as distintas condições e aplicações de
pesca.
O centro, determina a resistência, elasticidade
e rigidez da
linha. Alterando um destes parâmetros obrigatoriamente alteramos os
outros dois.
A elasticidade é um parâmetro de controlo: demasiada
elasticidade produzirá uma linha “pastosa”, enquanto
pouca elasticidade produzirá na linha o desagradável efeito
de “memória”.
A rigidez, finalmente, vai depender da utilização que lhe dermos. Por exemplo, em zonas
tropicais poderíamos utilizar linhas mais rígidas que
poderiam apresentar memória caso fossem utilizadas em locais
com temperaturas mais baixas.
É a densidade do revestimento que faz
com que a linha flutue ou afunde. Assim, nas linhas flutuantes
o revestimento tem imersas uma grande quantidade de minúsculas
bolhas de ar, e algumas tem ainda agentes hidrófobos que repelem
a água dando á linha flutuabilidade.
No caso das linhas afundantes, é
misturado no revestimento pó de chumbo, que agora está a ser
substituído por tugsteno que é mais pesado e causa menos
danos na natureza.
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| O
perfil de uma linha: |
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|
É o perfil da linha que vai
determinar o seu comportamento perante o modo como a energia
do lançamento se transmite e dissipa. Variando o comprimento
e o diâmetro das várias partes da linha é possível
controlar esta energia e por conseguinte é possível fabricar
linhas especificas para distintos tipos de pesca.
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Durante séculos as linhas com diâmetro
constante foram a única opção, até que se entendeu o
melhor mecanismo de lançamento e se começaram a criar linhas
com afunilamento.
De seguida, apresentamos os principais tipos de linhas.
Linhas planas(level lines):
Este tipo de linhas tem como característica
o diâmetro constante em
todo o seu comprimento. São um tipo de linhas com pouca aceitação
por parte dos pescadores pois são relativamente difíceis de
manusear .
Linha afunilada por um lado (tapered lines):
São linhas que oferecem boas características de lançamento
e apresentação da pluma sobra a água, visto que o diâmetro
se reduz progressivamente. São excepcionalmente boas para a técnica
de lançamento conhecida como “roll cast” ou lançamento
circular.
Linhas afuniladas para ambos os lados (double tapered lines):
Estas linhas tem as mesmas características que as anteriores,
com a vantagem de que quando um lado da linha se gasta se pode utilizar
o outro lado. Até á bem pouco tempo, estas foram as linhas
mais populares, sobretudo para a pesca com plumas secas.
Linhas com peso á frente (Weight forward lines):
As linhas WF como se abreviam, são agora o tipo de linhas
mais utilizadas.
Estas linhas são formadas por uma comprida e delgada secção
chamada “running line” seguida por um rápido
engrossamento até atingir o diâmetro standard da linha e
finalmente volta a adelgaçar até á ponta. Esta característica
permite fazer longos lançamentos mesmo com a presença de
ventos desfavoráveis.
O desenho da
“cabeça” determina a sua acção e aplicações. Agora
existem perfis especializados com o nome de algumas espécies,
como “tarpon taper”, “bonefish taper”, “bass taper”,
etc. e estas adaptam-se com mailor ás condições de pesca
destas espécies.
É enorme a
quantidade de linhas existentes no mercado, só entre a
Cortland e a Scientific Anglers s~eo mais de 750 modelos
distintos.
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Identificação
das linhas:
Para se
identificar as linhas, deve ter-se atenção á nomenclatura
presente na caixa que é mais ou menos standard para todas as
linhas. Por exemplo:
DT – 3 – F indica uma linha nº3 Doble Taper
Flutuante.
WF – 10 – S indica uma linha nº10 Weight
Forward Submergível.
As Cores:
Quanto as cores, só se pode dizer que depende do gosto
particular de cada um. As cores claras ou brilhantes permitem
a sua rápida localização na água, sobretudo ao serem utilizadas em
situações de pouca luz. As linhas transparentes são
apropriadas para situações em que é necessário ocultar a
linha devido á astucia do peixe, o que sucede com algumas espécies
marinhas.
Alguns cuidados a ter com as
linhas:
O revestimento das
linhas, como tantos outros materiais sintéticos, são
atacados pela luz solar, fazendo com que fiquem ressequidas.
Para prolongar a vida das nossas linhas devemos
proporcionar-lhes um tratamento periódico.
Quando não vão
ser utilizadas durante um largo período de tempo (três ou
mais meses), é melhor retira-las do carreto e armazena-las
num local apropriado.
Após cada 2
ou 3 utilizações, as linhas devem lavar-se numa mistura de água com sabão, e
seca-las com um pano suave de algodão. E ao armazena-las
devemos coloca-las num local seco e escuro para evitar a sua
deterioração.
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O
baixo de linha (leader):
O baixo de
linha é a ultima secção do conjunto que conecta a linha á
pluma.
Embora pareça
que não, o leader é um elemento complexo cujas características
influenciam directa e definitivamente o lançamento, apresentação
e captura do peixe, pelo que nunca deve ser menosprezado.
O leader tem
quatro funções básicas:
-
Conectar de forma quase invisivel a pluma á linha.
-
Dele depende a correcta apresentação da pluma ao
peixe.
-
Ao contrario da linha que está desenhada de modo a
transmitir e manter eficientemente a energia durante o lançamento,
o leader é desenhado de modo a absorver, dispersar e
transmitir esta energia á pluma de forma suave e decrescente.
Tipos
de leader:
Existe um extensa
variedade de leaders que pelas suas características e suas
aplicações especificas, podem dividir-se em:
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Leaders para a pesca no mar
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Leaders para a pesca do salmão
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Leaders para a espécies com dentes
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Leaders para o robalo e espécies similares
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Leaders par a pesca com streamer (imitações de pequenos
peixes)
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Leaders para a pesca com ninfa
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Leaders para a pesca com plumas secas
Mas
a classificação básica dos leaders baseia-se no seu perfil:
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Planos
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afunilados
Os leaders planos, tem muito poucas mas úteis aplicações,
sobre tudo na pesca com linhas submergíveis, onde um leader
plano com uns 30 ou 40cm será mais adequado.
Os
leaders afunilados dividem-se em:
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Monolíticos (de uma só peça)
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Enodados (formados por vários elementos)
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Tecidos
Leaders
monolíticos:
Os
leaders monolíticos, actualmente são fabricados com
materiais sintéticos mediante um processo de extorsão para
lhes dar a forma desejada. Este processo faz com que apenas
possam ser feitos em fabricas o que faz com que tenham um preço
alto. É necessário uma grande experiência e perícia para
se conseguir fazer bons leaders enodados.
Leaders
enodados.
Estes
leaders também se podem adquirir já feitos ou podemos ser nós
mesmos a construi-los, o que pode trazer vantagens. Uma delas
é o facto de poder ser ajustado para qualquer situação e
tipo de pesca, e deve considerar-se que o desempenho do leader
também depende, entre muitos outros factores, tanto pessoais
como do equipamento, do ambiente e do tipo de pesca que se está
praticando:
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O tipo de acção e comprimento da cana.
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O tipo de linha
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A distância que se pretende alcançar com o lançamento.
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As condições da superfície da água, como a
velocidade e tamanho das “ondas” sobre tudo quando se
pesca com pluma seca ou com ninfa emergente.
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As condições subaquáticas, ou seja, as estruturas
existentes que podem danificar o leader.
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- A força e o estilo de lançamento do pescador.
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- A temperatura da água.
Entre
as desvantagens, como é natural que existam, está escrito
que os nós que unem as diferentes secções com diferentes diâmetros,
serão sempre um factor de risco, pois além de poderem
falhar, são susceptíveis a ficarem presos em algum obstáculo
submerso. Também pode ser problemático o facto de ser necessário
possuir um quantidade aceitável de bobinas de nylon de
diferentes diâmetros e qualidades. E não se pode esquecer,
que uma parte do prazer da pesca á pluma está na tentativa
de dominar todas as técnicas, inclusive a confecção dos
nossos próprios leaders.
Leaders
tecidos:
Estes
leaders são formados por uma quantidade de filamentos de
material plástico que são tecidos até formar afunilamento.
As suas qualidades são a sua grande resistência e o seu
suave comportamento, mas são muito mais caros. São
especialmente adequados para a pesca com ninfa e mosca afogada
devido ao facto de absorveres água com bastante facilidade.
Partes
do leader:
Os
leaders para a pesca na água doce são divididos em três
partes:
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Butt ou secção traseira.
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O afunilamento e
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Tippet ou terminal

Os
leaders para a água salgada ou para pescar espécies com
dentes afiados, necessitam de uma secção adicional, chamada
“Shock Tippet” que é um segmento de monofilamento de
grande resistência ou aço que é unido ao terminal, usando um
nó especial chamado BIMINI. O comprimento do leader, o diâmetro
do terminal e a forma do afunilamento determina a forma como
se movimentará durante a sua trajectória e a forma como a
mosca cairá na água.

Atenção:
No artigo "Os
nós e sua importância", poderá ver como se faz o
nó Bimini twist entre outros, também utilizados na pesca á
pluma.
Agradecemos
pela colaboração de Teleski Outdoors.
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