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A barragem de Villagudín
tem uma extensão de 162 hectares e está situado No
ajuntamento de Órdenes, Tordoia e Cerceda, província de A
Coruña. È um couto intensivo único em Espanha, onde poderá
pescar durante
todo o ano. Uma rede divide este couto em
duas partes. Uma parte dedicada á pesca do Salmão, com uma
área de 62 hectares. Está estimada uma densidade de 4.956
indivíduos segundo os números fornecidos pelas entidades
gestoras deste couto.

As trutas comuns e arco íris desfrutam
de 100 hectares. A população estimada de trutas comuns é
de 5.759, que ao juntar-se coma população de trutas arco
íris, que é 5.964, faz um total de 11.723 indivíduos.
Mas, mesmo com esta quantidade de peixe, alguns dias são
para esquecer!
O
Material.
Este couto é ideal para a prática da
pesca á pluma, em que as grandes trutas o ajudarão a
testar todo o seu material!
O peso dos salmões atinge os 10 Kg, e
das trutas arco íris 9 Kg. Como se trata de uma barragem e
os obstáculos não se encontram em grande número, podemos
optar por material ligeiro, o qual irá proporcionar
momentos de muita
emoção. Uma cana para linha cinco, com uma linha WF auto
flutuante com o mesmo número, poderá ser considerada ideal.
O carreto, é conveniente
que esteja equipado com um bom travão de disco e que possua
pelo menos 50m de backing.
Esta
barragem, devido á sua localização geográfica é frequentemente
fustigada
for fortes ventos, o que torna por vezes muito complicado
lançar a pluma á distância desejada, e mais complicado
ainda faze-lo com uma cana para linha cinco. Deste modo, é
conveniente possuir uma cana para linha oito ou até mesmo
nove para estas situações.
Ideal
para a pesca á pluma.
Com a cana em punho, e um enorme sorriso no rosto,
começei a minha caminhada pela margem em busca das grandes trutas. Algumas
gaivotas e garças vagueiam pelos locais mais discretos ao
abrigo de algumas árvores em busca de pequenos escalos que
habitam estas águas. E
de metro em metro, desviava o olhar para a água, tentando
ver alguma actividade á superfície. Para nossa tristeza,
apenas se viam as ondas criadas pelo forte vento, não sendo
detectado nenhum movimento suspeito na água que fizesse
prever a presença das grandes trutas, que nos desperta-se o
instinto de com um lançamento colocar a pluma na sua
trajectória.
Pesca
á vista.
Em dias sem vento, a pesca torna-se um
verdadeiro exercício, em que temos de percorrer as margens
da barragem, com a cana a postos para o lançamento final,
em busca das tomadas das trutas na superfície, e de seguida, com um
lançamento preciso colocar o muddler no mesmo local onde a
truta tomou o insecto. De seguida começamos a recolher a linha
de modo que o movimento da pluma provoque o ataque do peixe.
Ainda que estas trutas aprendam rapidamente os rigores da
liberdade, passam por um momento de tal fome que se atiram a
qualquer coisa que esteja na superfície, incluindo bocados
de folhas, pequenos paus, e tudo o que seja colocado na água
pelo pescador será devorado com grande fúria. Mas ainda
bem que a aprendizagem é rápida e estas começam a
rejeitar as plumas dos pescadores, e estas trutas difíceis
tornam-se tão interessantes como uma selvagem. Nesta
jornada não foi fácil, e os exemplares capturados não
foram assim tantos quando comparados com os existentes.
Com
ninfa.
Para estas trutas de grande tamanho é aconselhável utilizar ninfas de grande tamanho. Uma
das ninfas que se mostrou bastante produtiva, é um modelo
de aspecto "extraterrestre" que é apenas
utilizada em situações especiais, e com espécies também especiais. Este modelo deverá ser lastrado e poderá
ser montado num anzol número 2, 4 ou 6, o seu corpo é
feito a partir de tiras de Chenille amarelo e preto, e com quatro longas patas de elástico,
duas na parte traseira voltadas para trás e duas na cabeça
voltadas para a frente.
O modo como
se deve trabalhar a ninfa é bastante simples. Após o lançamento deve-se deixar que
a ninfa afunde um pouco, de seguida com a mão esquerda
recolhemos a linha de modo a dar á ninfa um movimento de
emersão e ao mesmo tempo com a mão direita, devemos seguir
o movimento da linha levantando a cana.
Assim que a truta apanha a ninfa, não espere um toque de lhe arrancar a
cana das mão, as vezes acontece, mas o contrário acontece
muito mais vezes. Nestes casos deverá estar bastante
concentrado de modo a poder detectar as
suas leves investidas. Se no momento que está a recolher a ninfa,
notar algo estranho que o faça pensar que a ninfa está a
tocar uma pequena rama ou erva, esteja atento. Nestes casos
é preferível ferrar, se for uma truta parabéns, se for
uma rama, paciência, terá de colocar outra ninfa. Também é comum, depois
de ferrar ficar uns segundo indeciso se o que tem no anzol
é uma bela rama ou uma bela truta, mas assim que a truta
sentir que está a ser tocada, começará a “voar” na água,
e não a tente parar de uma maneira brusca, senão a ruptura
é inevitável e não irá reclamar o seu prémio.
Depois de umas longas corridas até ao backing, e de muita
luta poderá apreciar a beleza destes peixes. O simples
facto de desfrutar a natureza na companhia dos nossos
amigos, de viver todos os momentos que ocorrem nestes incríveis
lugares, são motivos mais que suficientes para que se
tornem parte das nossas recordações.
Texto e fotografia:
José Rodrigues e Arturo Alonso.
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