Capture para soltar...

Ao longo do tempo, tem se vindo a verificar que as pessoas encaram cada vez mais a pesca como um divertimento e não como uma simples fonte de alimento.

E como todos sabemos, os recursos naturais estão seriamente ameaçados. Nós acreditamos que a população de peixes, tal como todos os outros recursos naturais, estão vulneráveis e podem ser devastados a qualquer momento. Devido á explosão tecnológica que se verifica no mundo da pesca, o equipamento torna-se cada vez mais sofisticado e a pressão de pesca intensifica-se de dia para dia, tornando-se mais importante que nunca por termo a algumas destas acções para que se possam preservar os nossos recursos aquáticos. Só deste modo, as gerações futuras poderão desfrutar de uma pesca desportiva de qualidade e da liberdade física e espiritual que pode ser encontrada nos nossos ribeiros, rios, lagos ou zonas costeiras.

Como capturar e soltar?

De seguida apresentamos algumas regras simples para que possa ter a certeza de que se soltar um peixe este pode ser capturado de novo. É importante não esquecer, que apesar de um peixe estar vivo, pode não sobreviver por muito tempo se não for correctamente devolvido á água. Aqui é mostrado como deve actuar de modo a que tenha a certeza que o peixe que capturou com tanta dedicação irá sobreviver. 
O tempo é o elemento mais importante. Deve capturar e libertar o peixe o mais rapidamente possível. O peixe, tal como outros animais, começam a apresentar danos cerebrais irreversíveis perante a falta de oxigénio, e além disso poderão estar demasiadamente exaustos para que possam recuperar.
Deve-se Manter o peixe na água o máximo de tempo possível. Um peixe fora de água começa a sufocar, o que é bastante penoso. Mas ainda poderá piorar a situação se ao tê-lo na mão o deixar cair acidentalmente por entre as pedras. Situação esta que poderá ser evitada se por baixo do peixe se encontrar água, o que o poderá amortecer numa possível queda.
A Delicadeza no manuseamento é essencial. Deve manter-se os dedos fora das brânquias. Não se deve apertar os peixes, em especial os de pequeno tamanho. Deve ter sempre as mãos húmidas enquanto manuseia o peixe. Faze-lo com as mãos secas faz com que a película protectora que o envolve e que o protege contra as doenças, seja removida. Poderá também utilizar redes especiais á venda no mercado para evitar o contacto directo com o peixe. Mas estas redes devem ser manuseadas com cuidado, pois anzóis e linhas soltas podem acidentalmente ficar presas na rede, atrasando a libertação do peixe, por isso, nestes casos, tente manter a rede e o peixe na água.

Retirar o anzol: Deve-se remover o anzol o mais rapidamente possível usando uma pinça concebida para o efeito. Também poderá optar por utilizar anzóis sem farpa, e está provado que o número de peixes que se poderão perder não é significativo. Muitos pescadores usam-nos em todas as situações, pois afirmam que sem a farpa, penetram com mais facilidade na boca dos peixes. Ao retirar o anzol, deve ser-se rápido e delicado. Os peixes pequenos, em particular, podem morrer devido ao choque.

A reanimação: Alguns peixes, especialmente depois de se debaterem perante o pescador, podem perder a consciência e flutuarem quando são libertados. Nestes casos, deve manter-se o peixe na água, na sua posição natural (com a sua parte superior voltada para cima) e movimenta-lo com delicadeza para a frente e para trás. Isto é o método de respiração artificial para os peixes e pode demorar alguns minutos. Quando este já estiver reanimado, solte-o e incentive-o a nadar normalmente com suaves toques das suas mãos, depois disto, é quase certo que irá sobreviver e desafiar outro pescador. E então poderá dizer que fez o seu trabalho bem feito!

 

 

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