|
|
|
| Introdução: |
|
| Tal
como eu, muitos outros pescadores antes de iniciarem a pesca á
pluma praticaram outras modalidades de pesca. Mas a partir do momento em
que nos foi dada a oportunidade de experimentar a pesca á pluma,
tudo mudou! A partir desse momento a pesca á pluma tornou-se parte
de nós, faz parte da nossa vida, pois esta consegue dar-nos toda a
satisfação que nenhuma outra técnica é capaz. Muitas vezes,
quando falo com pessoas acerca da pesca á pluma, estas comentam que é utilizada apenas para pescar trutas, mas isso
não é verdade.
No entanto, é verdade que a pesca
à pluma
surgiu com o objectivo de capturar aquele peixe com pintas que vivia
num límpido ribeiro, a truta. Mas no século XX tudo isto mudou, e
algumas pessoas chegaram á conclusão de que a pesca á pluma não tem limites e iniciaram uma
série de experiências que se vieram a tornar positivas, abrindo
novas portas a todos os amantes da pesca à pluma.
Com esta técnica podemos
capturar uma grande variedade de espécies, tanto no mar como no
rio. Podemos capturar desde espécies predadoras até as espécies
que se alimentam de pequenos insectos.
|
|
| As
espécies: |
|
| No nosso
país, a pesca á pluma pode ser utilizada na captura de peixes como
a truta, o achigã (black bass), o lúcio, a carpa, o
barbo, a boga, o escalo,
entre outros. Sei que estão a pensar, barbo, carpa? Sim, porque
não? No seu habitat natural, estas espécies alimentam-se de
pequenas larvas de insectos ou até de insectos adultos, o que os
torna uma espécie possível de capturar á pluma. Já para o
achigã e o lúcio, que se alimentam de pequenos peixes, rãs, etc.;
é necessário montar as plumas de modo a imitar o seu alimento. Mas
é importante salientar que para capturar estas espécies á pluma
é necessário ter em conta alguns factores, como por exemplo, a
estação do ano, a temperatura, a hora do dia, entre muitos outros. |
|
|

|
|
|
|
Para além da água doce, temos ainda o mar que nos pode
reservar algumas surpresas. Temos por exemplo o robalo, o peixe-agulha, a
cavala, a tainha, e lá mais para o sul (Algarve)
temos durante alguns meses do ano espécies como o espadarte, o
atum, entre outros que também podem ser capturados á pluma.
O
robalo, que deve ser a espécie mais procurada no nosso mar, também
pode ser capturado á pluma. Mas, temos de aguardar a sua pesca para
aqueles momentos em que vagueiam pela superfície á caça de
pequenos peixes.
|
|
|
 |
|
| O nosso país
estaá um pouco limitado quanto ao numero de
espécies. Mas é importante ver que outros países, como por
exemplo Espanha, estão com graves problemas nos seus rios e lagos
devido á introdução de espécies exóticas. Então, o
importante será preservar os nossos rios e lagos e o mais
importante, evitar cometer os mesmos erros que outros cometeram. E
para isto basta dar o exemplo da perca-sol, que está a destruir uma
parte do nosso ecossistema. |
|
Por
todo o mundo existem recantos onde
qualquer pescador
gostaria de colocar a sua pluma. Por exemplo, os rios da América do
Norte, que são locais onde existem grandes quantidades de trutas de várias
espécies. Se nos deslocar-mos para norte, mais especificamente no
Alasca, podemos deliciar-nos com a visão de milhares de salmões
que sobem os rios para se reproduzirem.
A Argentina e o Chile, também famosos pela grande quantidade de
trutas de tamanhos espectaculares. Estas trutas são provenientes da
Europa e adaptaram-se de um modo incrível.
Há também outros países, em particular países tropicais, em que
podemos encontrar aquele peixe da nossa vida, aquele peixe que luta
até o pescador não ter forças, aquele peixe que parte canas, linhas e que destroi carretos.
Este tipo de pesca é algo de
espectacular, não só pela luta que um destes peixes nos pode proporcionar,
mas também porque é uma pesca em que temos que ver o peixe, e
depois conseguir lançar e colocar a pluma na sua trajectória. E o
simples facto de ver o peixe a abrir a boca e apanhar aquela pluma
que fizemos especialmente para aquela situação, é a coisa mais incrível
que nos pode acontecer.
São jornadas de pesca que
valem a pena, e as paisagens que se apresentam diante dos nossos
olhos, serão recordadas para sempre, até ao
final das nossas vidas.
Muitas destas espécies serão apresentadas
ao longo do tempo na rubrica "Pescando pelo mundo"
Definitivamente, a pesca á pluma
não tem limites!
José Rodrigues |
|
|
|
|
|
|