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Serra da Estrela
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Este paraíso está em risco! Vamos defende-lo!! Á CONQUISTA DO PONTO MAIS ALTO! Serra da Estrela.... Estamos no ponto mais alto de Portugal, aqui respira-se o ar puro, a atmosfera mais leve devido a altitude, convida a encher os pulmões e sentir os cheiros característicos da serra. As paisagens são deslumbrantes, fazem-nos sentir pequenos perante a imponência da montanha, um inevitável espirito de aventura invade-nos por dentro e impele-nos a partir à sua conquista. Zona de trutas por excelência, é considerada por muitos como uma das melhores para a pesca deste salmonídeo. As suas ribeiras de aguas muito frias e oxigenadas apresentam condições únicas para esta espécie. Podemos encontrar a “rainha das correntes” em quase todas as Ribeiras, mesmo nas de reduzidas dimensões. É até surpreendente como aparecem trutas em verdadeiros “fios” de água, demonstrando a existência de um ecossistema bastante preservado, onde a nossa truta ainda mantém as suas características genéticas originais.
Nuno Breda com uma Truta Fário na Ribeira de Cativelos
Nestes locais, a dimensão média das capturas, não será certamente elevada, contudo podemos sempre ser surpreendidos por exemplares de maior tamanho. No inicio da época, quando os reprodutores ainda se encontram perto dos locais de desova, não é raro provocarem estragos, nas linhas do pescador distraído. Para pescar em ribeiras com um volume de agua tão pequeno e com uma vegetação por vezes bastante densa, as dificuldades são acrescidas, pelo que é necessária alguma experiência. Uma das técnicas mais adequadas a estas condições é a pesca à pluma com ninfa, devemos usar uma cana curta, de 7 ou 8 pés com linha 2 ou 3 e um terminal que poderá ter só um metro, montamos uma ou duas ninfas lastradas, exploramos as correntes e redemoinhos.... O sucesso será garantido!! Mas não há só trutas nas ribeiras e rios, as várias lagoas da serra estão repletas de verdadeiros trofeus. Existem as duas espécies, a truta Arco-íris e a truta Fário que podem atingir alguns quilos. Nestas lagoas a pesca é ordenada, abre por edital cumprindo um regime de rotatividade. Aconselhamos sempre a sua consulta para saber quais as lagoas abertas e em que período é permitida a pesca nas suas águas, (tipicamente é entre Junho e Agosto). Ao contrario das pequenas ribeiras, aqui encontramos o local ideal para quem se queira iniciar na pesca a truta, as grande áreas abertas das margens que rodeiam as lagoas, permitem a qualquer iniciado experimentar as mais variadas técnicas, desde o “spinning”, à pesca a pluma. O equipamento deverá ser logicamente mais pesado: à pluma podemos usar uma cana de 9 pés, linha 5 ou 6 de acção rápida para vencer o vento que por vezes ali se faz sentir, ao “spinning”, usar uma cana com 2 metros, acima das 6 gramas e linha 0.18 não será de mais, convém estar preparado para enfrentar os exemplares que habitam aquelas aguas! Os artificiais a utilizar poderão ser os mais diversos, a presença de trutas Arco-íris abre o leque a praticamente todos os iscos, Amostras e Rapalas de diversas cores darão certamente bons resultados. As trutas destas lagoas tem a particularidade de comer à superfície facilmente, fazendo com que a pesca à pluma seca, seja uma das técnicas mais eficazes neste local. Se a nossa caixa de plumas contiver alguns tamanhos e tonalidades, não será difícil sermos bem sucedidos. Pelas razões evidenciadas, as lagoas da Serra da Estrela são um excelente local para juntar toda a família, pequenos ou graúdos, iniciantes ou “especialistas” e desfrutar de bons momentos ao ar livre. O O ordenamento de algumas ribeiras é também já uma realidade, como exemplo temos a Ribeira de Cativelos, situada na estrada de Mangualde para Gouveia, apresenta uma concessão de pesca desportiva que proporciona excelentes capturas, nesta concessão só é permitido pescar 3 dias por semana, sendo que as sextas-feiras e sábados só se pode praticar a modalidade de pesca sem morte, ao Domingo podem-se reter até 6 trutas com medida mínima de 22cm. Outro exemplo de ordenamento é a Ribeira de Gouveia, aqui está em curso um projecto pioneiro que visa criar um espaço de protecção natural à truta Fario. Só será permitida a pesca sem morte com o recurso a plumas montadas em anzóis sem farpa. Pretende-se desta forma incrementar o numero de efectivos sem recorrer a repovoamentos intensivos. Mais para cima, entramos no paraíso, quem gostar verdadeiramente de aventura encontra aqui o seu espaço, a nova concessão do rio Mondego na Sra. Da Assedasse é tudo com que um pescador de truta pode sonhar, a beleza do rio e meio envolvente faz-nos sentir em comunhão com a natureza no seu estado mais puro. Para chegar a este local temos de partir de Folgosinho em direcção à Serra atravessando rotas pedestres e paisagens magnificas, o uso de um Todo-Terreno é recomendado. No rio, o nosso comportamento será determinante na obtenção de capturas, detalhes como o ruído, a posição do sol ou movimentos repentinos, porão em fuga a assustadiça truta. Estamos perante águas absolutamente cristalinas e somos facilmente detectados por este atento salmonídeo.
Felizmente, existe hoje uma maior sensibilidade face á urgência de proteger a espécie, o já indispensável troço de pesca sem morte, tem aqui também, o seu importante lugar. Neste troço, só é permitida a pesca recorrendo a artificiais com apenas um anzol sem farpa.
Do outro lado da serra, próximo da Covilhã, temos a concessão da Ribeira do Paúl, as trutas deste curso de água apresentam uma morfologia muito própria, existindo quem defenda a sua pureza genética e as referencie como das mais antigas da região, é sem duvida um valioso património que deve ser defendido a todo o custo. Com uma “timidez” característica, o fugidio peixe teima em não se deixar mostrar, mantém-se muitas vezes afastado da superfície, escondido nos fundos e fendas do rio. Pescar com plumas secas nem sempre resulta, temos de recorrer com frequência a ninfas, streamers ou amostras para tentar despertar a sua atenção.
Os amantes da pesca outras espécies, como Barbo, Boga, Escalo, Sável Carpa e Achigã também encontram excelentes locais para a sua prática, podem dirigir-se ao rio Mondego perto da povoação de Arcozelo, Concelho de Gouveia e aí “deitar o anzol”. Técnicas como a pesca à Inglesa, usando os tradicionais milho, trigo ou ervilhaca traduzirão capturas garantidas. Em meados de Abril, Maio, o Sável e a Savelha aparecem nas correntes. De elevado valor desportivo e de discutível valor gastronómico, a sua presença a montante da Barragem da Agueira esta rodeada de algum mistério. Sendo uma espécie supostamente migradora, que vai ao mar, regressa para a se reproduzir e morre após a desova, não é de trivial explicação encontra-la nesta parte do rio.
Para alem da pesca.... Não podemos passar por esta região sem provar a sua deliciosa gastronomia, em Cativelos, encontramos variados pratos de comida caseira no Café Pinto, já em Gouveia o restaurante Julio. é conhecido pelo seu Arroz de Carqueja. Esta cidade também é conhecida pelos seus bonitos jardins, merecedores de uma visita . Em Folgosinho a paragem obrigatória é no emblemático Albertino, para comer quantidade e qualidade. Visitar o seu antigo castelo complementa o programa. Todo este concelho é bastante rico em património histórico do período românico, estando devidamente identificado nas suas diversas rotas. Para mais informações podem contactar a Associação de Caçadores e Pescadores de Cativelos, o Clube de Pesca de Folgosinho,a Câmara Municipal de Gouveia ou visitar o site www.portugalfishingadventure.com Texto: Nuno Breda |
Ribeira de Cativelos
Turistas Finlandeses na Ribeira de Cativelos
Rio Mondego
Ribeira do Paul
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